O equívoco do lockdown

Geral

Dr. Alessandro Loiola

Publicado em 03/11/2020

A estreia do Covid19 nas manchetes do mundo fez com que governos de diversos países – orientados por entidades como o Imperial College e autoridades como David Nabarro, consultor da OMS – entrassem em pânico e determinassem bloqueios e quarentenas para “limitar a incidência e a mortalidade da Peste Chinesa”.

Esses bloqueios, que vão do confinamento compulsório ao fechamento de escolas, igrejas, fábricas, hotéis, bares, restaurantes, mercados, proibições de permanência em locais públicos (inclusive praças e praias), e restrições ao transporte e deslocamentos com diferentes graus de rigor, é o que chamamos de Lockdown.

O Ministério da Saúde do Brasil traduziu lockdown como “Distanciamento Social Ampliado”, mas, na prática, as duas coisas são idênticas: significa obrigar a imensa maioria dos setores da sociedade a permanecer na residência enquanto durarem as “medidas de enfrentamento” decretadas pelos gestores do Estado para combater uma determinada epidemia. 

A despeito do que os mais puristas possam dizer, fazendo contorcionismos semânticos inacreditáveis para mostrar diferenças entre lockdown Distanciamento Social Ampliado (mais ou menos como os norte-americanos fazem para dizer que não têm um Banco Central, mas um Federal Reserve), podemos dizer que lockdown Distanciamento Social Ampliado são exatamente a mesma coisa. Chamar uma vaca de cachorro não faz a vaca latir. E chamar lockdown de Distanciamento Social Ampliado não diminui a quantidade de burrice que está impregnada em ambos.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar