O equívoco do lockdown (parte 2)

Geral

Dr. Alessandro Loiola

Publicado em 09/11/2020

Apesar da “unanimidade” das nações com relação à necessidade de fazer uma quarentena maciça,  a observação de Colleen Huber sobre a piora das taxas de mortalidade causadas pelo lockdown não era de todo desconectada de antecedentes científicos sólidos e baseados em fatos: em janeiro de 2006, em um relatório avaliando a epidemia de Influenza, a OMS afirmou que estratégias de Quarentena não haviam se mostrado capaz de retardar substancialmente a disseminação do vírus em pandemias no passado – exceto em alguns países insulares –, e que estas estratégias provavelmente seriam ainda menos eficazes na era moderna1.

Os críticos de Huber apoiavam-se em papéis como aqueles publicados por pesquisadores da Universidade de Toronto que, em abril de 2007, haviam questionado a necessidade de dados científicos para justificar ações de políticas de saúde pública. Segundo os estudiosos, estratégias como o lockdown seriam válidas a despeito da ausência de evidências apoiando a medida2. 

Vindo de um centro de estudos tão prestigiado quanto a Universidade de Toronto – onde o mundialmente famoso Jordan Peterson dá aulas de psicologia clínica –, a afirmação é assustadora. Políticas públicas que afetam diretamente a saúde de milhões de pessoas podem ser instituídas SEM o apoio de evidências com relação à sua segurança e eficácia? Isso não se parece em nada com Ciência. Mais um pouco e os acadêmicos de Toronto iriam sugerir que trocássemos unidades de ressonância nuclear magnética por tendas de ciganas com bolas de cristal.

Os piores negacionistas da Fraudemia podem ser encontrados entre aqueles que insistem em afirmar que o Brasil não fez um lockdown. Essas pessoas convenientemente fecham os olhos para as inúmeras arbitrariedades cometidas em nome da “quarentena”, como restrições absurdas para horário de funcionamento e a lacração de comércios, a aplicação de multas, as prisões de pessoas em praças, a perseguição de banhistas em praias  por patrulheiros armados, etc.

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